terça-feira, 22 de março de 2011


''Era uma vez uma menininha. Ingênua. Semelhava-se a uma flor. Mas não qualquer flor. Para alguns olhos, uma rosa branca, sem espinhos, claro. Essa menininha tinha uma beleza pura, beleza interior magnífica. Tímida nos primeiros minutos e ciumenta e possessiva com suas coisinhas. Um dia, essa menininha cresceu e descobriu o amor. Ela não era mais uma menininha. Era a menina. Já o seu menininho… Isso mesmo, menino no diminutivo. Faltou-lhe maturidade e feriu o pobre coração da menina, que se partiu ao meio. O menininho foi embora e levou uma parte consigo, sem dar satisfações. A menina sofria. Sentia-se sozinha. Mergulhava no vazio. De noite ela chorava até implorar por oxigênio, até cair no sono. Mas é a vida, é o destino. Alguém tem que partir seu coração para que um outro alguém bem melhor, chegue, e o reemenda.  '' {fatoO}.