segunda-feira, 26 de março de 2012

Acontece que pra alguém abrir uma porta, tem que estar com a chave em mãos. Ou no mínimo, com sorte ao encontrar a porta aberta. E felicidade é a mesma coisa. Se você deixar a porta fechada, ainda que esteja só encostada, deixar seus medos tomarem conta, deixar-se no escuro, acreditando que nada vai mudar, crau. Dá errado. A danada da felicidade sente nossa angústia, esse nosso eterno mutilar de perguntas e passa direto. Mas veja só. Experimente deixar a porta aberta. Sempre aparece algo, alguém pelo caminho. O negócio é estar disposto. Dar a cara a tapa. Mas afinal, o que que custa ser feliz? Quanto custa deixar a porta aberta? Deixa ser, deixa estar. A felicidade depende da gente requerer sua presença. Em troca, ela nós dá uns belos de uns sorrisos. E muitas gargalhadas. Daquelas de dar dor na barriga. Vez em quando, ela nos traz alguém especial. Outras vezes alguém dá uma breve passadinha, nos encanta. E tem gente que fica, toma café, suco, come bolo, assiste tv, dá carinho, atenção, amor. Essas pessoas a gente reza a noite pra permanecer. Vai que dá certo. E afinal, o que custa torcer pra dar certo? Torço sempre. Tô usando até um método que me ensinaram: fala o que deseja, repete 7 vezes que é pra dar sorte. Vai que dê…Se tiver as mãos de Deus então, melhor ainda.