”Acordei durante a noite, sem sossego, como se fosse obrigação minha lembrar de algo. Olhei pro relógio e eram 03:03. Coincidência? Não sei. Não. Não é um não sei de ‘sei porém não quero falar’, é um não sei de não sei. No próprio sentido da palavra. Estava um frio danado e eu estava sem sono. Fui até a cozinha e coloquei a água pra ferver a fim de fazer um café fresquinho. Enquanto a água fervia, e bolhas se formavam, usei-as como comparação. Quantas vezes me senti feito água fervendo numa panela quente. Intensa. Só parando depois do fim, evaporando. E enquanto olhava aquela água, borbulhando, vi seu rosto. Uma visão rápida, mas memorável. Vi suas feições, como se realmente estivesse ali. E me deu uma vontade danada de ligar pra te contar os pensamentos que tive a seu respeito, enquanto olhava aquela água, fervendo. E lembrei de quando me disse:
”Ia te ligar ontem…quer dizer, hoje…”
E eu tentando me conter - numa tentativa falha - respondi:
”E por que não ligou? Podia ter ligado…”
Você riu e entre suas risadas saiu um ”achei melhor não…” E por um segundo, um breve segundo, achei que estava tentando me evitar e me senti pequena. Mas você suspirou e completou:
”…porque eram 3 horas da manhã.”
E eu suspirei, aliviada. Não sabendo se por você ter explicado o motivo de não ter ligado, ou por estar pensando em mim e me sentindo menos idiota por pensar em você a todo instante.
Ainda que eu saiba que aquele suspiro não foi só de alívio, vinha há pouco tempo tentando me convencer de que era apenas esse, e apenas esse o significado dele. Já não tento me convencer de mais nada. Eu sei que tinha, teve e tem outros inúmeros significados, todo suspiro a seu respeito, e todo pensamento que me vem a tona, a cada vez que relembro do seu toque, do seu beijo, abraço, ou simplesmente seu cheiro…memorável. Extretamente tentador e impossível de não desejar. Mas me pego rindo feito louca, quando lembro que melhor que tê-lo em meus pensamentos, posso tê-lo aqui e agora. E isso me deixa ainda mais louca. Muito mais muito louca mesmo. Louca de desejo, vontade, e sabe-se lá mais o quê. Me controlo. Tento bancar a juíza do jogo, mas me sinto mesmo é um fã que vai ao estádio e invade o campo, afim de fazer toda e qualquer loucura.”
”Ia te ligar ontem…quer dizer, hoje…”
E eu tentando me conter - numa tentativa falha - respondi:
”E por que não ligou? Podia ter ligado…”
Você riu e entre suas risadas saiu um ”achei melhor não…” E por um segundo, um breve segundo, achei que estava tentando me evitar e me senti pequena. Mas você suspirou e completou:
”…porque eram 3 horas da manhã.”
E eu suspirei, aliviada. Não sabendo se por você ter explicado o motivo de não ter ligado, ou por estar pensando em mim e me sentindo menos idiota por pensar em você a todo instante.
Ainda que eu saiba que aquele suspiro não foi só de alívio, vinha há pouco tempo tentando me convencer de que era apenas esse, e apenas esse o significado dele. Já não tento me convencer de mais nada. Eu sei que tinha, teve e tem outros inúmeros significados, todo suspiro a seu respeito, e todo pensamento que me vem a tona, a cada vez que relembro do seu toque, do seu beijo, abraço, ou simplesmente seu cheiro…memorável. Extretamente tentador e impossível de não desejar. Mas me pego rindo feito louca, quando lembro que melhor que tê-lo em meus pensamentos, posso tê-lo aqui e agora. E isso me deixa ainda mais louca. Muito mais muito louca mesmo. Louca de desejo, vontade, e sabe-se lá mais o quê. Me controlo. Tento bancar a juíza do jogo, mas me sinto mesmo é um fã que vai ao estádio e invade o campo, afim de fazer toda e qualquer loucura.”